promessas

/ sexta-feira, 24 de setembro de 2010 /
A gente viajou em 2008.

O avião decolou e você cravou as unhas no meu braço, morrendo de medo. Eu ri e disse "é mais fácil morrer de um aneurisma do que num acidente de avião, fofa" e você só apertou mais meu braço.

O avião estava no céu e no meio da nossa conversa maluca, a aeromoça (comissária de bordo?) passou perguntando se queríamos algo para beber. Você olhou pra mim e disse: "duvido você pedir cerveja". Eu pedi, a comissária de bordo (aeromoça?) obviamente não me deu apesar da minha maioridade e a gente riu. E ficamos com vergonha também.

O avião desceu e, no processo, você apertou meu braço de novo. E eu me toquei que amava aquilo: ser o bote salva-vidas de alguém no meio do naufrágio do Titanic. Te proteger, mesmo que figurativamente. Cuidar de você. Pareço louca, certo? Mas não.

Pegamos nossas malas e você pegou na minha mão, naquele breve momento entre o terceiro andar e o térreo, sozinhas no elevador.

Chegamos no nosso destino.

O elevador fez "pim". Você me soltou.

Estavamos perdidas naquela cidade desconhecida, duas almas que pareciam muito, que queriam muito grudar uma na outra - porém, indiscutivelmente desapegadas.

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