friday night

/ sexta-feira, 26 de novembro de 2010 /
é sexta a noite, p.!
toda sexta, toda sexta a noite eu lembro:

- meia-noite, eu te maquiando;
- meia-noite e quinze, eu te apressando;
- meia-noite e meia, a gente presa no trânsito.
- ainda presas no trânsico, mas falando que nem duas matracas, empolgadas para o que nos esperava.
- na fila. uma da manhã. conversando demais. (só de lembrar meu coração dói de saudades; é uma coisa sobrenatural até: sabe aquela fisgada?)
- a gente entra e já é uma e meia. vamos para o bar. vodca. tequila.
- duas da manhã, a gente dança dança dança dança. o mundo começa a girar mas a gente se segura.
- três da manha e a gente se encaixa tanto. eu amo você, p.
- a gente vai no banheiro. você me segura enquanto eu faço xixi e eu te seguro enquanto você faz xixi.
- seus olhos encontram o meu e a gente sorri. se abraça.
- 4 horas e estamos suadas. dançando dançando. te amo te amo. você me ama, diz, mas não acredito. (você é tão diferente quando tá com outras pessoas! você acena, você concorda com elas. não vê? são elas.)
- 4 e meia e o povo começa a ir embora, mas não a gente. estamos bebadas. queremos ficar mais ainda. eu estendo a mão e você, sem olhar, entrelaça seus dedos no meu. é tão natural. é tão normal. é tão... eu e você.
- 5 horas, tá fechando, a gente sai e paga nossa conta. na porta, completamente tontas e rindo pra caramba, perdidas. quem vai nos buscar? ninguém. alguém puxa papo (uns meninos, sempre eles) e oferece carona. é claro que a gente vai...
- 5 e vinte e os caras estão bebados também. tô no seu colo no carro apertado enquanto o motorista acelera. um menino (que agora eu lembro: me pagou uma tequila) tenta beijar meu pescoço e bota uma mão na minha perna; você me conhece demais e consegue perceber que eu começo a entrar em pânico: sua mão voa na dele e o empurra. você me abraça. estamos bêbadas mas eu consigo entender tudo (you're mine, i'm yours).
- 5 e quarenta, chegamos na sua casa. estamos rindo sem parar da nossa loucura ("a gente podia ser estuprada" você diz rindo sem parar o riso fácil dos embriagados. "um raio não cai no mesmo lugar duas vezes" digo, tentando parar de rir. não dá.).
- 6 horas. estamos deitadas, eu abraçada com você e suas pernas em volta da minha cintura. tomamos banho e minha cabeça bateu forte na parede (ficamos rindo disso tudo, mas doeu) e você me pergunta se tô melhor. tô com tanto sono. beijo seu nariz e apago.
- meio-dia e eu acordo. falo "p. p., você tá bem?" você acorda e sorri.

você sorri pra mim.

eu faria tudo de novo.

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